Evangelho do dia

A BOBAGEM DE ACREDITAR EM SI MESMO

Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles  e disse: ‘Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus.  Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 

Mt 18, 2-4

      Jesus nos dá uma aula sobre a humildade. Para que eu entre no céu devo ser como uma criança. 

     O que faz a criança? Simples: ela confia nos pais. Ela quer ser orientada, ela deseja que os pais lhe mostrem o caminho. 

     A fascinante humildade de uma criança não está no fato dela confiar em seus pais. Confiar em alguém não é tão difícil. Nós confiamos em muitas pessoas. O incrível é que uma criança confia nos pais mais do que nela mesma.

     Aqui está a humildade. Simples como tudo no evangelho: Confiar mais em Deus do que em mim. Em todas as questões. 

     Seria muito mais verdadeiro dizer que um homem certamente fracassará por acreditar em si mesmo. Total autoconfiança não é simplesmente um pecado; total autoconfiança é uma fraqueza.  GILBERT K. CHESTERTON

     Eu gosto muito da expressão “arriscar em Deus”. As crianças se arriscam nos pais com uma naturalidade imensa. Elas se jogam no colo dos pais. Na verdade, arriscar para ela seria acreditar em suas próprias forças. Se o pai diz: pula! Ela pula. Ela jamais pularia sozinha. Só pula porque sabe que o pai vai segurar.

     Arriscar em Deus significa riscar os “eus”. 

     Eu desacredito de mim e passo a acreditar em Deus. Como um bebezinho mamando, que ainda não sabe que a mãe é outra pessoa. Ele acha que a mãe faz parte dele próprio. Ele acredita mais na existência da mãe do que na dele.

     Meu filho mais novo tem 3 meses. Não come nada, só mama. Está acostumado com o leite materno, que é para ele, com certeza, o melhor alimento do mundo. Mas quando precisa tomar remédio, colocamos as gotinhas em uma colher e ele toma. Faz careta, mas engole. Não é leite, é muito pior que leite, mas ele toma assim mesmo, sem saber de onde veio nem para que serve. A mãe pega ele no colo, conversa, coloca a colher na sua boquinha e ele toma o remédio. Sua confiança na mãe é absoluta. 

     Algumas vezes Deus faz algo parecido conosco. Ele diz: “Abra a boca e feche os olhos. Confia em mim que você irá experimentar um sabor que você nunca imaginou. Você irá provar o gosto da minha vontade. Abra a boca e feche os olhos.” E eu faço o quê? Fecho um só e deixo o outro um pouquinho aberto pra ver o que tem na colher. “Comigo não Senhor! De bobo eu só  tenho a cara!”

     Como é difícil seguir a Cristo de olhos fechados! E uma criança faz isso sem esforço.

     Eu acho que a verdadeira humildade, a humildade dos santos é esta: duvidar até da sua própria existência,  mas nunca duvidar da existência de Deus.

     Arriscar em Deus é jogar-se nos braços Dele. Você não sabe como Deus vai te segurar. Mas você não vai cair. Você não vê. É um salto de olhos vendados. E quando você salta de olhos vendados, existem duas leis na qual você pode confiar: na lei da misericórdia ou na lei da gravidade. 

     Apesar da lei da gravidade ser totalmente comprovada pela fisica e não admitir contestação,  eu garanto:  a lei da misericórdia é mais verdadeira.

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