Evangelho do dia

O DIABO ADORA UMA OPINIÃO!

Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: ‘Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!’ 

Mt 16, 22


  Pedro experimenta duas forças: uma verdade revelada por Deus e um pensamento puramente humano. Nós vivemos todos os dias em meio a esse fogo cruzado: a vontade de Deus e a nossa opinião. 

     Tem muita gente preocupada com o virus da zika, mas eu ando preocupado com uma epidemia muito pior: a epidemia de opiniões. 

     Esta é uma doença perigosíssima. Os sintomas são claros. As pessoas infectadas acham que podem dar opinião sobre qualquer assunto. Se acham no direito de adaptar qualquer informação aos seus caprichos intelectuais momentâneos. 

     Durante o período de maior infestação da doença podemos ouvir aberrações como: “Na minha opinião a igreja não deveria se meter em assuntos como sexo ou planejamento familiar”. “Na minha opinião a mulher tem direito a abortar porque é livre e dona do seu próprio corpo”. 

     Existem verdades que não admitem opinião. A vida não admite opinião. A morte não admite opinião. A misericórdia de Cristo não admite opinião. 

     O problema é que todos nós sofremos dessa doença. Até Pedro. É como se ele dissesse: “Na minha opinião Senhor, eu acho que você deveria escolher uma outra maneira de salvar a humanidade…”

     Quando vamos escolher a  cor dos sapatos, não tem problema nenhum ter opinião. Esse combina, esse não. Nesses casos, uma opinião bem formulada é até bastante útil. 

     Mas a partir daí começamos a dar opinião em tudo.

     Ainda bem que quando Deus escolheu nos salvar através do sofrimento não pediu nossa opinião. Ainda bem que quando Deus resolveu revelar que o verdadeiro amor tinha a  dimensão da cruz não perguntou nossa opinião. 

     Na cruz, após tanta humilhação e tortura, Jesus não perguntou: ” o que vocês acham de serem perdoados?” Mas rogou ao Pai: “Perdoai, eles não sabem o que fazem”.

     Me perdoa Pai, porque não sei o que digo, não sei o que penso, me perdoa por tentar medir a tua misericórdia com instrumentos humanos. 

    Me permita Senhor, escolher o tamanho das minhas cuecas, mas não permita que eu questione qual o tamanho do teu amor por mim!

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